Ano novo, mudança de Governo, grandes investimentos em projetos e obras de engenharia civil.

O ano de 2019 tem seu início no Brasil pautado pela mudança de governo e também pela promessa de um grande crescimento das obras de engenharia civil, já que contará com um investimento de 180 bilhões na área de infraestruturas. E, ainda a expectativa da indústria é exponencial, pois espera-se que em 2022 o montante chegue a 250 bilhões.

Para lograr o êxito neste setor de obras de engenharia civil voltadas para infraestruturas, o plano do Governo Bolsonaro é manter o legado de Michel Temer e dar continuidade ao programado pela Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Além disso, pretende extinguir as empresas estatais, tornar privadas as Docas e  dar incentivos à cabotagem. Também vai fazer uso de mudança nas regras de concessões e irá assegurar o financiamento com emissão de debêntures, amplificando a isenção de Imposto de Renda para pessoas jurídicas. Para isso, o novo governo irá utilizar não só o dinheiro público, mas sim o capital privado nacional e internacional.

Outro fator que deve ganhar força a partir deste ano devido a grande quantidade de obras de engenharia civil é a metodologia BIM novidade. Afinal, foi assinado, ano passado, sob o  pelo Governo Temer, um decreto que torna o Building Information Modeling um requisito obrigatório a partir de 2021 e que promete aumentar em 10% a produção do setor e reduzir em 20% os custos gastos nos projetos e, a longo prazo, se metade da cadeia de contrução passar a fazer uso da plataforma até 2028, haverá um crescimento de 7% no PIB brasileiro.

Visão Global da expectativa de investimentos em obras civis

Não será somente o Brasil a nação que terá um aumento no investimento na sua área de infraestruturas. Muitos países traçaram para 2019 planos que prevêem: acréscimos nas iniciativas relativas ao setor,  crescimento no orçamento dedicado a ele e a construção de grandes obras.

A Argentina, contará com a participação público-privada para aumentar o investimento no setor de engenharia civil com foco em infraestruturas. Se no ano anterior esse investimento correspondia a 4,2% do PIB, em 2019 passaria a ser 4,4% do Produto Interno Bruto do País.

No México, o presidente Andrés Manuel López Obrado anunciou um montante de  500 mil milhões de pesos para projetos de obras de infraestrutura.

O investimento em obras de engenharia civil na área de infraestruturas na Espanha é o maior desde 8 anos, correspondendo a 10.029,69 millones de euros e sendo 18,1% maior que em 2018. As ferrovias de alta velocidade (AVE) compreendem  2.660 milhões de euros, o maior valor investido na área de infraestruturas espanhola e corresponde a 52% do valor total empregado nas obras relacionadas a trens e representa um quarto do total de investimento. Mas a aposta na área civil na Espanha não para por aí, pois o país irá investir 2.328 milhões de euros na manutenção e construção de estradas. Também serão investidos  as 829 milhões em portos, 689 millones de euros em aeroportos, 851 milhões para construir instalações hidráulicas e mais 134 millones para ações e construções que favorecem o meio ambiente.

O Governo Trump também focará este ano nas obras de engenharia civil voltadas para infraestruturas. A iniciativa norte-americana deve incluir 200 bilhões de dólares de fundos públicos para diversas obras relacionadas ao setor. Além disso, pretende arrecadar 1,3 trilhões de dólares para remodelar estradas, pontes e aeroportos que se encontram em condições precárias. O presidente ainda irá destinar  50 bilhões de dólares para modernização de infraestruturas em áreas rurais.

As principais obras de engenharia civil voltadas para área de infraestruturas previstas para 2019

Brasil – Ferrogrão: Construção de Ferrovia de 933 km  que ligará a área produtora de grãos localizada no Estado do Mato Grosso ao porto fluvial do Pará e, através disso, possibilitará, em um período de 10 anos, um aumento de  71,1% na produção de soja e milho. A obra civil de infraestrutura que é classificada como a mais desafiadora do Governo é pautada na expansão da área de produção dos agricultores, a diminuição do custo logístico e a possibilidade do uso das terras que hoje são dedicadas a pastagem. Com isso, objetiva  que os 14,86 milhões de hectares relativos a produção de grãos transforme-se em 22,26 milhões de hectares.

Argentina – Plano de Transportes: O mais ambicioso projeto de obras de engenharia civil voltadas para a infraestruturas do país será composto pelo:
–  Plano Nacional de Estradas, que visará a construção de 2.800 Km de estradas
– Plano de Infraestrutura de Transporte Público, o qual Metros e onibus a mais cidades argentinas.
– Plano Ferroviário de Cargas, que tem como mote a construção de 400km de vias ferroviárias.
– Plano Aerocomercial, que consiste na renovação de 8 aeroportos da nação.

México –  Trem Maya: Construção de trem que partirá de Palenque, Chiapas y chegará até Cancún. Dessa forma, unirá 5 estados e atravessará 9 cidades.

Espanha – AVE: Continuação da execução dos corredores que estão em contrução: AVE Galicia, AVE do Mediterrâneo, a Y basca e o AVE Extremadura.

EUA – Cabo submarino do Google: A empresa privada construirá seu primeiro cabo submarino para conectar, via internet, as cidades de Valparaíso, no Chile, e Los Angeles, nos Estados Unidos. O projeto tem como objetivo reduzir a dependência da companhia em relação à infraestrutura oferecida por operadoras de telecomunicações da América Latina.

O crescimento das obras de engenharia civil e o BIM (Building Information Modeling)

Com o aumento do valor investido na área de infraestruturas, há automaticamente uma tendência ao aumento de obras BIM, pois a modelagem da informação possibilita organizar, documentar, compartilhar e compatibilizar as informações do projeto em tempo real. Assim, o BIM faz com que haja mais precisão nos resultados das obras,  evita a refação de trabalho tornando os projetos mais econômicos, rápidos e eficientes.

Dessa forma, a alta da construção civil caminha junto com a demanda por projetos BIM e para isso, o setor AECO necessitará de profissionais capacitados que saibam atender essa nova metodologia de trabalho decorrente da digitalização do setor.  Por conseguinte, para competir no mercado de trabalho será imprescindível que estes profissionais se diferenciem através de uma formação BIM que una conhecimentos teóricos com conhecimentos práticos, tenha um corpo docente altamente especializado e propicie o trabalho colaborativo entre os alunos.

 

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